quarta-feira, 13 de abril de 2011

A procura da Beleza



Soam vãos, dolorido epicurista,

Os versos teus, que a minha dor despreza;
Já tive a alma sem descrença presa
Desse teu sonho, que perturba a vista.
Da Perfeição segui em vã conquista,
Mas vi depressa, já sem a alma acesa,
Que a própria idéia em nós dessa beleza
Um infinito de nós mesmos dista.

Nem à nossa alma definir podemos

A Perfeição em cuja estrada a vida,
Achando-a intérmina, a chorar perdemos.

O mar tem fim, o céu talvez o tenha,

Mas não a ânsia da Coisa indefinida
Que o ser indefinida faz tamanha.


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